terça-feira, 20 de julho de 2010

AGUENTE ESSA !!!! O QUE FALAR DISSO??? NEM CORAGEM EU TENHO DE FAZÊ-LO!!

Os custos das operações militares realizadas pelos Estados Unidos desde os ataques de 11 de Setembro, na chamada guerra ao terrorismo, já superam US$ 1 trilhão (R$ 1,78 trilhão), segundo um relatório do Serviço de Pesquisas do Congresso americano.
Ajustado à inflação, os custos das guerras no Afeganistão, no Iraque e em outros lugares do mundo chegam a US$ 1,15 trilhão (R$ 2 trilhões). O valor perde apenas para os US$ 4,1 trilhões (R$ 7,3 trilhões) gastos na Segunda Guerra (1939-1945).
A comparação foi feita no relatório "Custo das Principais Guerras dos EUA", que tenta avaliar os custos das guerras ao longo de mais de 230 anos, desde a Revolução Americana até a atualidade.
O próprio autor do documento, Stephen Daggett, ressalta que a comparação em um período de tempo tão grande, quando a moeda americana sofreu grandes mudanças de valor, "é problemática".
O valor considerado na época da Segunda Guerra, por exemplo é de US$ 296 bilhões --36% do PIB americano. Já o US$ 1,15 trilhão da guerra contra o terrorismo representa 1% do PIB dos EUA atual.
"Um problema é separar o custo das operações militares dos custos das forças em tempos de paz. Nos últimos anos, o Departamento de Defesa tentou identificar as despesas adicionais de engajar em operações militares, acima dos custos de manter operações militares rotineiras", explica o relatório.
"Os números são problemáticos também por causa das dificuldades de comparar preços de uma era completamente diferente para outra. Talvez um problema mais significativo é que a guerra fica mais cara ao longo do tempo pelo custo da tecnologia e sofisticação, tanto das atividades militares quanto civis", completa.
Em 2007, um orçamento do Congresso americano feito em 2007 estimava que o custo das guerras no Iraque e Afeganistão ficariam em US$ 2,4 trilhões até 2017, mais do que o dobro do valor total.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

FOCO 47: TENSÕES EM DARFUR: SUDÃO

O MAPA ACIMA, MOSTRA O SUDÃO, PAÍS PRODUTOR DE PETRÓLEO, E A REGIÃO DE DARFUR, ONDE EU RETIREI, PELA NET, AS UMAGENS ABAIXO:

IMAGENS DE CAMPOS DE REFUGIADOS EM DARFUR...
A NOTÍCIA ABAIXO, PARECE SER UMA DAQUELAS QUE QUEREM MOSTRAR QUE A COMUNIDADE INTERNACIONAL ESTÁ SOLIDÁRIA COM A SITUAÇÃO EM DARFUR, O GENOCÍDIO ASSUSTA O MUNDO... E SÓ VEMOS NOTÍCIAS COMO ESTA ABAIXO...

ENQUANTO ISSO, AS GRANDES POTÊNCIAS E O BRASIL, SE CALAM DIANTE DESTE MASSACRE, E O PAÍS, NADA FAZ....

O PETRÓLEO CONTINUA A MOVER INTERESSES ANTAGÔNICOS, E O POVO É QUEM PAGA O PATO....

O Conselho de Segurança das Nações Unidas expressou hoje sua preocupação com o considerável recrudescimento da violência na região de Darfur no Sudão, após escutar o testemunho de vários responsáveis da ONU e da União Africana (UA) na área.
"O Conselho expressa sua grande preocupação pelo recrudescimento da violência em Darfur e o elevado número de baixas civis", disse o presidente rotativo do órgão, o embaixador mexicano Claude Heller.
O diplomata ressaltou que pede a todas as partes que respeitem o cessar-fogo e que permitam o acesso humanitário às áreas onde se desenvolvem os combates.
Também assinalou que o Conselho pede a todos os movimentos rebeles de Darfur que se unam ao processo de paz e participem de maneira construtiva nas negociações realizadas com o Governo do Sudão em Doha, Catar.
Heller também se referiu à situação no sul do Sudão, onde será realizado um plebiscito de autodeterminação no próximo ano.
Nesse sentido, pediu que se respeite o acordo de paz estabelecido em 2005 e que pôs fim a 20 anos de conflito entre o norte do Sudão, de maioria muçulmana, e o sul, predominantemente cristão e animista.
Em seu discurso na reunião do Conselho, o ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki, que preside o painel da União Africana em Darfur (AUPD), informou das ações que se desenvolvem na região para assegurar a paz no sul do país e pôr fim à violência em Darfur.
Entre outras coisas, explicou que no dia 21 de junho serão iniciadas as reuniões com o Governo e os ex-rebeldes do Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS) para preparar os possíveis cenários após o plebiscito.
No que diz respeito a Darfur, o ex-líder explicou que seu painel prepara um plano de reconciliação com o Governo e respalda as negociações em Doha.
Esta intensa atividade diplomática acontece em meio ao recrudescimento da violência na região sudanesa, especialmente entre forças do Governo de Cartum e o Movimento de Justiça e Igualdade (MJI).
O chefe da missão de paz conjunta da ONU e da UA em Darfur (UNAMID), Ibrahim Gambari, ressaltou que 477 pessoas morreram em maio em enfrentamentos.
O diplomata nigeriano explicou que os enfrentamentos entre os dois grupos continuam e que a segurança em determinadas partes de Darfur "é tensa e volátil".
"É possível observar o movimento de tropas e o aprovisionamento de material dos dois lados, e espera-se que o confronto militar se prolongue por certo tempo se não houver esforços urgentes para assegurar um cessar-fogo", acrescentou.
Gambari lamentou que os deslocamentos de população causados pela violência, que afetam entre dez mil e 50 mil pessoas, tenham complicado as tarefas de proteção dos "capacetes azuis".
Além disso, falou com preocupação por terem lhe negado o acesso desde fevereiro a certas áreas da localidade de Jbeil Marra.
A guerra em Darfur, que explodiu em 2003, já deixou pelo menos 300 mil mortos e obrigou 2,7 milhões de pessoas a abandonarem suas comunidades de origem, segundo dados da ONU.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

EM TEMPOS DE COPA DO MUNDO... TORCEMOS PARA QUE A PAZ SEJA REALIDADE NESTE CONTINENTE!

Tripoli, Líbia (PANA) - A tendência atual da resolução das situações de conflitos no continente africano é positiva e merece ser saudada, reforçada e acelerada, declarou em Tripoli o Comissário para a Segurança e Paz da União Africana (UA), Ramadhane Lamamra.
Numa entrevista à PANA no termo da cerimónia de encerramento da quarta reunião dos ministros da Defesa dos países da Comunidade dos Estados Sahelo-Sarianos (CEN-SAD), Lamamra afirmou que progressos notáveis foram registados no plano da aplicação da arquitetura africana de paz e segurança tanto a nível da doutrina como a nível da instrumentação, bem como nas ações apoiadas que estão a ser levadas a cabo para assegurar a efetividade de todo o dispositivo de paz no continente.
Ele lembrou que, desde a instauração, em Março de 2004, do Conselho de Paz e Segurança Africana (CPS) da UA, mais de 230 reuniões sobre diferentes crises registadas no continente foram realizadas por esta instância que tomou decisões importantes, incluindo o desdobramento de operações de apoio à paz em Darfur (conturbada região ocidental do Sudão) e na Somália.

"A nível do grupo de sábios, progressos substanciais foram realizados na aplicação do Sistema Continental de Alerta Rápida", disse o Comissário africano, afirmando que o processo de criação da força africana de entendimento, que é a componente emblemática desta arquitetura, está em curso nas cinco brigadas regionais.

Lamamra sublinhou ainda a determinação da organização continental a promover a paz e a segurança em todos os lugares e em todas circunstâncias, citando, como prova, o desdobramento da Missão da UA na Somália (AMISOM) que efetuou um trabalho notável, embora com meios limitados e em condições particularmente difíceis."Embora progressos consideráveis fossem registados na resolução de algumas crises que afetam o continente, a situação em geral não está menos preocupante", disse.

Ele apelou às partes em causa para redobrar de esforços para promover estratégias de prevenção, gestão e resolução dos conflitos de maneira mais proativa e eficaz.Ele afirmou, por um outro lado, que os esforços envidados a nível da UA para a busca de "soluções africanas para os problemas africanos" deram uma grande credibilidade à organização continental na cena internacional e nas visões das populações africanas.

Lamamra sublinhou também a necessidade para a UA de desenvolver seus próprios mecanismos e capacidades, para além do apoio externo.

"Este processo de se assumir é indispensável e exige um compromisso mais acrescido de todo o mundo bem como a vontade de ultrapassar todas as dificuldades da conjuntura a fim de se escrever a história dum continente que se encarregue resolutamente do seu destino no mundo complexo de hoje e de amanhã", concluiu Lamamra.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

RELATÓRIO DE CONFLITOS NO MUNDO...

ENTRA ANO, SAI ANO, E OS CONFLITOS INTERNACIONAIS CONTINUAM EM EVIDÊNCIA PELO MUNDO AFORA... E NESTE COMEÇO DE 2010, JÁ PODEMOS ILUSTRAR NESTA REPORTAGEM, A QUANTIDADE DE CONFLITOS PRESENTES NO MUNDO, DE TODOS OS TIPOS DE CAUSAS....
COMPARE OS ANOS E VERÁS QUE OS TIPOS E CONFLITOS ESTÃO EM UM LIGEIRO AUMENTO.
Enquanto a opinião pública volta suas atenções à ofensiva de Israel sobre a Faixa de Gaza, outros 344 conflitos armados continuam a castigar populações em todo o mundo. Segundo pesquisa feita pelo Instituto de Heidelberg, na Alemanha, entre os conflitos registrados no ano passado, nove são guerras. Em 2007, havia seis guerras em curso no mundo.
Além das guerras, há ainda 30 outros conflitos armados com uso massivo de violência. A pesquisa, chamada Barômetro dos Conflitos, foi finalizada no dia 30 de novembro, antes do fim do cessar-fogo na Faixa de Gaza. Ou seja, a guerra no Oriente Médio não está computada como tal no levantamento, já que vigorava à época uma trégua entre Israel e o Hamas.
O estudo é elaborado pelos pesquisadores do instituto desde 1997 e conta com a colaboração de informantes dos cinco continentes — Clique aqui para ler o relatório em inglês.
Os conflitos são classificados em cinco categorias. As nove guerras, as 30 graves crises e as 95 crises são classifcados como eventos violentos pelo instituto. Em contraponto, há ainda outros 211 conflitos não-violentos, sendo que 129 são manifestos e 82, latentes.

Em comparação com 2007, a situação geral não mudou muito: passou de 344 conflitos para 345. Apesar disso houve agravamento na violência, já que as guerras passaram de seis para nove e as crises graves de 26 para 30. Do total, 227 mantiveram o nível de intensidade de um ano para outro. “O mundo se tornou menos pacífico. Voltamos à situação de quatro ou cinco anos atrás”, afirma a professora Lotta Mayer, editora do Barômetro de Conflitos.
O estudo também mostra quais são os principais motivos dos conflitos armados. Em geral, as disputas acontecem por território, secessão, ideologia, poder nacional e internacional, predominância regional, recursos naturais, autonomia e descolonização.
O Oriente Médio e a África foram responsáveis por três guerras cada. Já na Ásia, houve duas guerras e na Europa, uma. Dessas, quatro já eram classificadas como guerras nos dois anos anteriores — Afeganistão (Talibã), Sudão (Darfur), Somália e Sri Lanka. “O conflito em Darfur é considerado como guerra pelo quinto ano consecutivo, o que indica o endurecimento e a perpetuação do uso massivo de violência”, afirma Mayer.
Quatro crises passaram para categoria de guerra no ano passado — Chade, as ações dos seguidores do clérigo Al SAdr no Iraque; a disputa entre grupos religiosos no Paquistão; e a rebelião dos curdos na Turquia.
Apenas a guerra entre Rússia e Geórgia, que estava em um estado de não-violência, subiu para o estado de guerra, em agosto. Já duas guerras de 2007 caíram para a classificação de crises graves — a resistência à ocupação estrangeira por grupos insurgentes no Iraque e a guerrilha Talibã no Paquistão.
“Existe uma contígua crise na zona entre Chade, Sudão, Etiópia, Somália, Quênia e República Democrática do Congo, onde um número altamente violento de conflitos e inúmeras crises são fatalmente interligados acrescentando a elas intensidade”, avalia Mayer. O agravamento da crise no Congo, por exemplo, que aconteceu em dezembro, não chegou a ser considerado como guerra.
Uma região que também preocupa é a que compreende a Índia e o Paquistão, paises que mantém uma antiga disputa em torno da posse da Caxemira. Mesmo não sendo considerada uma guerra, o conflito é de alta intensidade porque envolve duas potências militares, supostamente dotadas de armas nucleares.
“As tensões aumentaram ao longo da fronteira, na seqüência dos devastadores ataques terroristas em Mumbai, pois se verificou que os terroristas vieram do Paquistão”, afirma a editora do relatório.
Para o instituto, a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos gera uma esperança de que a principal força militar do mundo passe a recorrer mais à diplomacia do que às armas em suas intervenções internacionais. A estratégia de George Bush de pegar pesado na luta contra o terrorismo deixou marcas que devem perdurar por muito tempo na política externa norte-americana.
Com relação à América Latina, o conflito colombiano — entre o governo do país e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) — não é qualificado como guerra, e sim como crise grave. Outro conflito que afeta a região é o vivido pelo México na luta contra os cartéis do narcotráfico.
Em toda a América, o número de conflitos passou de 41 para 43. Dois terminaram e quatro surgiram — os índios Mapuche contra o governo do Chile, dois conflitos de oposição no Panamá e um no Peru.
O caso dos Mapuche tem interesse especial. Praticamente ignorado pela comunidade internacional, a crise irrompeu em janeiro do ano passado quando o estudante Vatrileo Quezada, de 22 anos, foi morto pela polícia chilena. O incidente gerou uma série de protestos pelo país. Em agosto do ano passado, uma bomba de fabricação caseira atribuída a um grupo Mapuche explodiu em frente à embaixada do Brasil em Santiago.
No Brasil, há apenas uma crise, segundo o instituto. O embate entre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Estado brasileiro , que acontece desde 1995, é considerado um conflito de intensidade manifesta.
FONTE:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FOCO 55: CABINDA: ENTRE CONGO E ANGOLA: PARTE DE ANGOLA.

MAPAS DE CABINDA: LOCALIZAÇÃO NO CONTINENTE AFRICANO
JÁ OUVIU FALAR DE CABINDA ? FOI LÁ QUE ACONJTECEU UM ATAQUE TERROTISTA CONTRA A SELEÇÃO DE FUTEBOL DO TOGO, EM JANEIRO PASSADO, QUE USOU O LOCAL PARA SE DESLOCAR EM DIREÇÃO A ANGOLA, ONDE OCORREU A COPA AFRICANA DE NAÇÕES. VÍTIMAS INOCENTES,... VIOLÊNCIA....

POR QUE? O QUE ELES QUEREM ?

LEIA O QUE ENCONTREI SOBRE O TEMA....

Cabinda é uma das 18 províncias da República de Angola, sendo um EXCLAVE limitado ao norte pela República do Congo, a leste e ao sul pela República Democrática do Congo e pelo Oceano Atlântico. A capital da província de Cabinda é a cidade de Cabinda, conhecida também com o nome de Tchiowa. Tem uma superfície de 7 283 km² e cerca de 265 000 habitantes. Os habitantes de Cabinda são conhecidos como Cabindas ou ainda por "fiotes". O dialeto falado é o Ibinda.
Cabinda, conhecida no passado como Congo Português, foi a parcela do antigo Reino do Congo atribuída a Portugal, por ocasião da Conferência de Berlim (1885), quando simultaneamente nasceram o Congo Belga (ex-Zaire e actual República Democrática do Congo) e o Congo Francês (ex-Congo Brazzaville e actual República do Congo). Na realidade, Cabinda originalmente era unida territorialmente a Angola, mas a Bélgica reivindicou uma saída para o Atlântico para o seu Congo Belga, o que foi concedido por Portugal através de um acordo, selando definitivamente a separação de Cabinda do restante de Angola.
Nas vésperas da referida Conferência, os príncipes e os notáveis de Cabinda assinaram o
Tratado de Simulambuco com Portugal, pelo qual o território de Cabinda passou a ser protectorado luso.
Em 1974, após a
Revolução do 25 de Abril em Portugal, interesses políticos levaram Cabinda a continuar integrada a Angola, com a qual não tem fronteiras comuns. Imediatamente após a independência angolana, a 11 de Novembro de 1975, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), reclamando o direito à independência do território devido às diferenças culturais e económicas e por historicamente não fazer parte do território de Angola, empreendeu luta de guerrilha visando a libertação.
História recente
Em
1 de Agosto de 2006, foi assinado um "Memorando de Entendimento para a Paz e a Reconciliação da Província de Cabinda", entre o Governo de Angola e o Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD). As delegações da negociação eram chefiadas da parte da República de Angola por Virgílio Fontes Pereira, ministro da Administração do território angolano e da parte das populações de Cabinda por General Doutor António Bento Bembe, ex. presidente da FLEC-Renovada ora FLEC-PLataforma, que por imperativos da fusão entre a sua organização política-militar com a FLEC-Fac (do Miguel Estanislau Boma), passou a ocupar os cargos de Secretário-geral, vice-presidente da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) e Presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) em representação das populações de Cabinda.
Desde a mencionada data, os efectivos da FLEC e das Demais Organizações sob autoridade do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) foram aquartelados e a
6 de Janeiro de 2007, numa cerimónia de mais alto nível realizada em Cabinda, alguns dos elementos das ex. militares da FLEC foram integrados e incorporados nas Forças Armadas Angolanas (FAA) e na Polícia Nacional. Dois dias depois todos aqueles elementos da FLEC e das demais organizações sob autoridade do Fórum que optaram pela vida activa começaram a sua formação académica conforme previsto nas cláusulas do acordo, no sentido de poderem desempenhar melhor os seus cargos e responsabilidades nacionais.
"Memorando de Entendimento para Paz e Reconciliação em Cabinda" inclui também o "Estatuto Especial para Cabinda".
Não obstante, a população de Cabinda que a princípio via o acordo como uma passo adiante no sentido de desenvolver a região, tem sentido que de prático o governo central e os ex-guerrilheiros agora no governo pouco tem contribuido, visto que apesar de responder por 80% da produção de petróleo do país, tais recursos escoam pelos ralos da corrupção e burocracia de Luanda e o desenvolvimento de Cabinda ainda é um sonho distante.
Bento Bembe é agora ministro sem pasta do governo central e tem propagado aos quatro cantos que não há guerra em Cabinda. De fato, a Flec - agora Frente de Libertação do Estado de Cabinda, com a liderança no exílio de Comandante Antonio Luis Lopes, tem pouco poder de combate depois da deserção e adesismo, mas mantem ataques contra forças do governo nas selvas e também contra instalações de empresas transnacionais terceirizadas a serviço de Luanda. É uma questão que tão cedo não terá fim dada a dependência de Angola do petróleo de Cabinda e também porque sem apoio externo dificilmente a guerrilha logrará êxito total. Para mostrar normalidade Cabinda foi escolhida como uma das sub-sedes da
Copa Africana de Nações de 2010. Mas, no período anterior, o FLEC disparou contra o autocarro que fazia o transporte da seleção do Togo, matando o motorista e ferindo dois jogadores.
Economia
O
petróleo extraído em Cabinda representa cerca de 70% do crude exportado por Angola, e corresponde a mais de 80% das exportações angolanas. Cabinda tornou-se assim o palco de múltiplos interesses internacionais, e, consequentemente, território que tem sido alvo de constantes violações dos Direitos Humanos.