domingo, 20 de fevereiro de 2011

FOCO 47: CONFLITOS E SEPARATISMO NO SUDÃO : NASCE O SUDÃO DO SUL!

LEIA A NOTÍCIA ABAIXO DE JANEIRO PASSADO....
Fonte: O Estado de S. Paulo

Eleitores no sul do Sudão começaram a comemorar neste sábado, após o final do referendo que pode levar à criação do mais novo país do mundo. Autoridades e observadores destacaram o alto comparecimento às urnas e a tranquilidade com que o processo transcorreu.
Os sudaneses do sul do país votaram nesta semana em um referendo sobre a independência da região. A votação pode resultar na separação do país e levou dezenas de milhares de pessoas a voltar do norte sudanês.
O resultado oficial do referendo deve ser divulgado apenas no começo de fevereiro, mas quase todos acreditam que a maioria esmagadora dos eleitores tenham votado pela independência.
Em Juba, capital do sul do país, residentes tomavam as ruas enquanto centros de votação começavam a contagem dos votos. Mas em um centro de votação de Cartum, a capital do norte, apenas 40% dos votos foram pela independência. A contagem dos votos neste centro contou com a presença de mais de 20 observadores.
O general Mustafa Abdullah, membro da comissão do referendo, disse não estar surpreso com este resultado específico, já que muitos sudaneses do sul que vivem no norte não querem uma mudança radical em suas vidas. Isso não irá afetar o resultado total, porque vai ser separação, com certeza, disse.
O secretário geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou os eleitores pela demonstração de sabedoria, paciência e determinação que caracterizou a votação durante a semana.
O presidente da comissão do referendo no sul, Mohamed Ibrahim Khalil, disse que cerca de 83% dos eleitores registrados no sul e 53% dos registrados no norte compareceram às urnas. No total, havia cerca de 3,9 milhões de eleitores registrados. Para validar o referendo, pelo menos 60% dos eleitores registrados deveriam votar.
O partido governante, do norte, anunciou na sexta-feira que aceitaria a independência do sul. A demarcação da fronteira, direitos sobre jazidas de petróleo e o status da disputada região de Abyei ainda precisam ser negociados. Se o processo caminhar sem grandes problemas, o Sudão do Sul se tornará o mais novo país do mundo em julho.
Cerca de 2 milhões de pessoas morreram em duas décadas de guerra entre o norte e o sul, encerrada em 2005 com um acordo de paz que incluía um referendo sobre a independência.
No coração da África, referendo desenha um novo país


Após décadas de guerra civil, sul do Sudão vai às urnas para criar a 193.ª nação do mundo. Mas o sucesso da campanha ainda depende de negociações em torno do único bem do país, o petróleo - além dos caprichos de um ditador
Guerra civil - Além do conflito entre Norte e Sul, que deixou um número aproximado de 2 milhões de mortos, dificuldades econômicas também alimentam as ambições separatistas do Sul. De 169 países, o Sudão está na 154ª posição do ranking de desenvolvimento humano (IDH), enfrenta uma pesada dívida externa e uma inflação galopante provocada pela brusca desvalorização da libra sudanesa nos últimos três meses.

Refúgio - O governo do vizinho Quênia anunciou na quarta-feira planos de contingência para lidar com um possível fluxo de refugiados do Sudão. Mais de 20.000, estima-se, podem cruzar a fronteira se a consulta acabar em violência, segundo o Alto Comissariado para Refugiados da ONU (Acnur). A recepção aos refugiados será feita por meio de uma parceria entre o governo do Quênia e o Acnur. O plano conjunto prevê um sistema de registro e entrega de documentos para os refugiados. O Quênia já abriga atualmente cerca de 360.000 refugiados, a maioria deles de origem somali, sudanesa e etíope, segundo dados do Acnur. Estima-se que pelo menos 4 milhões de sudaneses da região sul vivam fora do país. Nos últimos meses, com a aproximação do referendo, muitos deles voltaram ao país para votar.
Genocídio - O presidente Bashir tem contra ele uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e genocídio em Darfur, região oeste. O conflito começou em 2003, opondo tribos nômades africanas de língua árabe e religião muçulmana às demais etnias. A ONU estima as mortes causadas pelo conflito entre 50.000. Mas a acusação não parece constranger o ditador, que se desloca sem ser incomodado para o Chade e o Quênia, mesmo sendo esses países membros do tribunal, contando com o apoio da União Africana.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

2011... HAJA TENSÕES NESTE MUNDÃO !!!


Olá Galera, estou retornando, com muita preguiça meus trabalhos em 2011...

Na semana que passou, parece que tive em uma academia todos os dias.... Calor excessivo, aulas, falação....

Para mim, começou oficialmente 2011...

Aliás já tinha começado desde 1º de Janeiro, afinal, os fatos estão aí, para merecer de nós uma fala...

Começa com a posse de nossa 1ª Presidenta - Presidente... que seja como for, pois independente das discussões entre Sarney - 30 anos nos bastidores do poder, e a vice-presidente do Senado, Marta Suplicy..

A posse, deu-nos a imagem de uma gerentona, aquela que gosta de trabalhar nos bastidores do poder... herdou os méritos e as falhas de seu patrono, e agora corre contra o tempo para nunca dizer que ..."nos governos anteriores..." "...herdei um país problemático..." nada disso será dito...

Mas ao que parece, tudo será como nos últimos 8 anos, e que se for para o bem daqueles mais excluídos, como fez com majestade o Lula, que continue, afinal "acabar com a miséria", é a sua bandeira....

Depois da posse, começaram as avalanches de enchentes por todo o país, aquí em minha "capital secreta", ela veio em dezembro, o pelo que dizem por aí, foi a maior dos últimos 80 anos...

Mas, Teresópoles, Petrópoles, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, em suas constantes enchentes e tempestades - depois contarei uma dessas que passei no Estado de São Paulo, as áreas onde está o fenômeno da seca, como na Amazônia, no Sul do Brasil o frio excessivo no Hemisfério Norte...

O Clima nos pregou uma peça, e nos mostrou que... do jeito que os homens continuam...com suas ingerência na natureza... a tendência é piorar....

Então vamos aos fatos internacionais...

O Continente Africano está em "fogo", ou em estado de tensão que nem se imagina tanto...

Os países do Norte do continente estão passando por revoluções populares que já fizeram cair, ditadores - como a recente revolução no mundo árabe, que desabrochou com a vitória das massas da Tunísia, derrubando a ditadura de Ben Ali, segue, com furor, agora contra o ditador egípcio Hosni Mubarak, grande amigo do imperialismo americano, encastelado no poder há três décadas - ele caiu há dois dias.. não aguentou a força dos protestos do povo...

Se isso virasse moda no Brasil....

É, parece que se inaugura no mundo uma Nova Ordem, que ninguém ainda entende como será, mas que parece se estender para o mundo árabe por inteiro...

As consequências disso ninguém ainda saberá como será....

Com essas notícias acima postada, e as imagens que selecionei, voce, caro leitor fiel, aos meus posts, poderá ter uma noção de que, já estamos no segundo mês do ano de 2011...

Em breve, publicarei mais comentário inéditos, para acompanhar a evolução dos fatos que são realidade no mundo de hoje...

Abração...

Que Venha 2011 com suas REVOLUÇÕES POR MINUTO....

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MAIS UM ANO QUE ACABA... MAS A PAZ AINDA É UM SONHO...

DESDE QUE CRIEI ESTE BLOG... MUITAS COISAS REGISTREI...
MUITAS TENSÕES E CONFLITOS EXPUS PARA TODOS LEREM...
FICO FELIZ POR TER CONQUISTADO ESTE SONHO PESSOAL, QUE ERA DIFÍCIL DE ENCONTRAR PELA NET....
MAS, NÃO CONSIGO REGISTRAR TODAS AS TENSÕES QUE ESTÃO OCORRENDO NO MUNDO....
NÃO CONSEGUÍ ISSO EM 2009, E NESTE ANO, 2010...
ESTA SERÁ MINHA MISSÃO EM 2011.... REGISTRAR TUDO SOBRE OS CONFLITOS...
ATUALIZAR SEMANALMENTE...
TODOS PRECISAM SABER...
MAS GOSTARIA DE PODER REGISTRAR QUE NESTE MUNDO OS CONFLITOS ACABARAM, AS TENSÕES FINDARAM...
MAS É UM SONHO MEU...
DESEJAR E SONHAR COM A PAZ...
MAS, ENQUANTO ELA NÃO VEM, VOU REGISTRANDO AS RELAÇÕES HUMANAS, CHEIAS DE TENSÕES, DIÁLOGOS, GUERRAS, MASSACRES, CONFLITOS...
MAS,
GOSTARIA QUE 2011 FOSSE DE MAIS PAZ...
ESSE É O MEU DESEJO PARA VOCE E TODOS QUE LÊEM ESTE BLOG...
FELIZ 2011....
PROF. MARIO FERNANDO DE MORI

sábado, 18 de dezembro de 2010

GUERRA DAS CORÉIAS - PARTE 2

ENTRA ANO, SAI ANO, E AS CORÉIAS, DESDE SUA GUERRA NOS ANOS 50, AINDA VIVEM TENSÕES, AMEAÇAS, INTERFERÊNCIAS EXTERNAS, QUE ORA PRODUZEM APROXIMAÇÃO, ORA ´PRODUZEM TENSÕES, COMO AS QUE ASSISTIMOS ATUALMENTE....
NOS JORNAIS DE HOJE, CIRCULAM...
Tensão entre Coreias é 'barril de pólvora', diz enviado dos EUA,
BBC - BRASIL 18/12/2010


China e Rússia pediram fim da escalada de tensões
Um enviado não-oficial americano para a questão coreana, Bill Richardson, qualificou neste sábado a tensão entre a Coreia do Sul e do Norte como "um barril de pólvora", após uma visita à capital norte-coreana, Pyongyang.
Em uma entrevista à rede de TV CNN depois da viagem, ele disse que fez "pequenos avanços" na promoção do diálogo entre os dois vizinhos e que pediu às autoridades norte-coreanas para exercer "moderação" diante das tensões.
"Neste momento, (a situação) é um barril de pólvora", afirmou Richardson.
"O que precisamos fazer agora é não apenas acalmar as coisas, mas considerar as medidas que podem ser tomadas pelos norte-coreanos, especialmente, quem sabe, permitir o acesso à agência atômica internacional (AIEA) para que examine o arsenal (norte-coreano)."
A visita ocorre no momento em que a Coreia do Sul se prepara para realizar manobras militares no Mar Amarelo, em resposta ao ataque a míssil norte-coreano que matou quatro sul-coreanos no mês passado.
"Pedi extremo comedimento. Vamos acalmar as coisas. Evitar as reações. Deixemos os exercícios acontecerem", afirmou o enviado.
"Minha impressão dos norte-coreanos é que eles estão buscando formas de moderar as coisas. Talvez isto continue hoje, espero."
Richardson, que é governador do Estado do Novo México, viajou por sua própria conta à Coreia do Norte - com quem os EUA não têm relações diplomáticas -, mas no passado já exerceu a função de moderador entre os dois vizinhos.

Exercícios militares
A agência de notícias sul-coreana, Yonhap, noticiou que os exercícios militares com artilharia devem ser realizados no início da próxima semana, devido ao mau tempo neste fim de semana.
Ataque a ilha em região disputada matou quatro sul-coreanos
A simulação de um dia está marcada para ocorrer entre este sábado e a terça-feira na região da ilha de Yeonpyeong, perto da fronteira em disputa entre os dois países.
A mídia estatal norte-coreana tem advertido que, se os exercícios forem levados adiante, o país pode atacar o sul em maior escala que o ataque anterior, em caráter "imprevisível" e "de autodefesa".
Na ofensiva norte-coreana à Coreia do Sul, em 23 de novembro, quatro soldados e dois civis sul-coreanos morreram.
A Chila advertiu que um conflito entre os dois vizinhos desestabilizaria a região e pediu que ambos os governos evitem a escalada da tensão. Mas o governo chinês até agora se limitou a expressar "grande preocupação" com a possibilidade.
Na sexta-feira, a Rússia - que faz fronteira com a Coreia do Norte - pediu às autoridades americanas e sul-coreanas que cancelem os exercícios militares.
O QUE DIZER DE TUDO ISSO ? 
SERÁ QUE SÃO SÓ ANALISTAS CATASTROFISTAS, OU REALIDADE POSSÍVEL ?
É VER PARA CRER.... E ESPERAR...
QUE O MUNDO NÃO SE DEIXE LEVAR POR UM CONFLITO NUCLEAR NESTA PORÇÃO DO MUNDO....

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

FOCO 57: TENSÕES ENTRE EUA E IRÃ...

As tensões crescentes entre Estados Unidos e Irã, em torno do programa nuclear iraniano, têm ocupado um espaço considerável na mídia. O foco dos noticiários, invariavelmente, recai sobre as tentativas diplomáticas, e ameaças de uso da força, por parte do governo norte-americano, contra a insistência do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em não acatar as decisões do Conselho de Segurança da ONU que exigem o fim do programa de enriquecimento de urânio do país. De um lado, Ahmadinejad insiste que seu programa nuclear visa fins exclusivamente pacíficos; de outro, George W. Bush acusa o Irã de tentar construir ogivas nucleares, capazes de colocar em risco a segurança não só dos norte-americanos, mas, principalmente, de seu principal aliado no Oriente Médio, Israel. Dada a atual situação de extrema tensão que se configura nas relações entre Washington e Teerã, é válido questionar quais são as dinâmicas internas, nos Estados Unidos, que estão levando o país a considerar um ataque maciço contra o Irã.


A percepção norte-americana de que o Irã representa um inimigo a ser combatido remonta ao ano de 1979, quando a Revolução Iraniana derrubou do poder o Xá Reza Pahlevi, o maior aliado estadunidense no Oriente Médio, e colocou em seu lugar o Aiatolá Khomeini, um líder espiritual e político altamente comprometido com a libertação de seu país da dominação ocidental, que ele entendia estar representada na figura do “Grande Satã” americano. Desde então, as relações entre americanos e iranianos sempre foram tensas, mas a situação de conflito iminente que ora se apresenta, repousa sobre três fatores essenciais a serem aqui considerados.

Em primeiro lugar, aqueles que hoje controlam o poder na Casa Branca entendem que existe um grupo de países que visa a desestabilização do sistema internacional, o chamado “eixo do mal”, no qual o Irã está incluído, juntamente com a Coréia do Norte e o Iraque. O regime de Saddam Hussein foi destruído e os norte-coreanos já acenam com a possibilidade de um acordo. Dentro dessa perspectiva, só resta submeter o Irã, que é percebido como uma fonte de desestabilização sistêmica porque interfere nas dinâmicas do jogo político no Oriente Médio via apoio financeiro ao Hezbollah no Líbano e a grupos radicais na Palestina, alterando a correlação de forças na região contra Israel.

Em segundo lugar, Washington é seletivo em relação àqueles países que recebem seu veto para o desenvolvimento de programas nucleares: a Índia e o Paquistão, por exemplo, possuem ogivas nucleares e nem por isso enfrentam qualquer tipo de problemas ou sanções por parte dos Estados Unidos ou da ONU. Mas a Índia não é um país muçulmano e, embora o Paquistão o seja, esse está localizado no sul da Ásia, não no Oriente Médio, onde só a Israel é permitido o poder nuclear. Além disso, o Paquistão é o que se pode chamar de um “lacaio político” estadunidense, ao passo que o Irã é, hoje, o grande “desafiante” da supremacia militar israelense na região e um país altamente comprometido com a defesa e a expansão dos valores muçulmanos.

Por fim, o lobby israelense em Washington como um fator essencial para o entendimento da escalada das tensões entre americanos e iranianos deve ser analisado. Por décadas, o debate sobre o poder que a comunidade sionista exercia sobre as ações de política externa americana para o Oriente Médio ficou adormecido, exatamente porque jornalistas, intelectuais e acadêmicos temiam que esse tipo de reflexão os colocasse na mira de grupos que percebem qualquer crítica a Israel como um ato anti-semita. John Mearsheimer e Stephen Walt romperam o silêncio em 2006, com a publicação de um artigo que esmiuçava o papel que grupos lobistas israelenses desempenhavam nas decisões políticas americanas para o Oriente Médio. A partir daí, desconsiderar o peso desses grupos para a dinâmica das relações entre Estados Unidos, Israel e Irã é uma falha que nenhum analista deve cometer. Dentro dessa perspectiva, o Irã deve ser atacado e, se possível, destruído, não porque representa uma ameaça aos norte-americanos, mas porque ameaça a supremacia israelense no Oriente Médio. Embora Israel possua uma capacidade militar descomunal, se comparada ao Irã, ou a qualquer outro país da região, a possibilidade do regime iraniano desenvolver artefatos nucleares capazes de atingir Tel-Aviv irá alterar dramaticamente a posição israelense na região, pois um Irã nuclear, aliado da Síria, do Hezbollah e de grupos radicais palestinos obrigará Israel a fazer aquilo a que o país vem se negando desde a sua criação: fazer concessões em nome da paz.

Em suma, por trás do discurso americano, insistentemente repetido pela mídia, de que um Irã nuclear representaria uma ameaça à paz mundial, repousam interesses de manutenção da hegemonia norte-americana no globo e da sustentação da posição israelense como único poder nuclear no Oriente Médio.
Silvia Ferabolli, Mestre em Relações Internacionais pela UFRGS, especialista em assuntos políticos de Oriente Médio. Endereço eletrônico: silviaferabolli@terra.com.br
Artigo publicado na edição nº 376, maio de 2007, página 5.

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a emergir ontem, depois que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen, afirmou que seu país tem um plano pronto para atacar o Irã. Ele ressaltou, no entanto, que uma ação militar seria provavelmente uma má ideia e que está extremamente preocupado com as consequências que uma ofensiva como essa pode ter. As declarações da mais alta autoridade militar americana repercutiram de forma contundente em Teerã, com a promessa da Guarda Revolucionária de dar uma “resposta esmagadora” aos EUA e a Israel se qualquer um dos países atacar a nação islâmica. As ameaças ocorrem no momento em que o Exército americano se prepara para ativar um escudo antimíssil no sul da Europa como parte dos esforços para impedir o programa nuclear iraniano.


A notícia é do jornal O Globo, 02-08-2010.

Mullen já afirmou algumas vezes que uma ação militar contra o Irã teria sérios e imprevisíveis efeitos em cascata para o Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, diz que o risco de Teerã desenvolver uma bomba atômica é inaceitável. Em entrevista à emissora americana NBC, o chefe do Estado-Maior não respondeu qual risco seria pior, mas, sem entrar em detalhes, confirmou que o Exército tem um plano em mãos.
— As opções militares estiveram sobre a mesa e continuam estando — declarou Mullen, acrescentando que qualquer decisão sobre um possível ataque teria que ser tomada pelo presidente Barack Obama.
— Para ser muito franco, qualquer uma das opções me preocupa muito.
Horas após a entrevista, o comandante da Guarda Revolucionária do Irã voltou suas atenções para Israel e os Estados Unidos, afirmando que Teerã não acreditava que seu inimigo teria capacidade para atacá-lo.
— Segurança no Golfo Pérsico para todos ou para ninguém. O Golfo é uma região estratégica. Se a segurança nessa região ficar comprometida, eles sofrerão também, e nossa resposta será dura — afirmou o vice-comandante político da Guarda, general Yadollah Javani.
— O Irã dará uma resposta esmagadora aos inimigos. Embaixador ameaça deixar Tel Aviv em chamas
Os EUA e Israel já declararam no passado que a opção de atacar o Irã deve ser mantida sobre a mesa, mas evitavam dizer se havia um plano pronto para isso. Ontem, o embaixador iraniano na ONU alertou que Teerã atacaria Tel Aviv se Israel se atravesse a agredir o Irã.
— Se o regime sionista cometer a menor das agressões contra o solo iraniano, vamos deixar Tel Aviv em chamas — ameaçou Mohammad Khazai.
As tensões entre os EUA e o Irã vêm aumentando. Ontem, Teerã rejeitou o pedido de Obama para libertar três jovens americanos presos há mais de um ano, que teriam ultrapassado a fronteira com o Iraque. As ações contra o programa nuclear iraniano também continuam. Segundo o “Washington Post”, o Pentágono está fechando um acordo para ativar uma importante estação de radar na Turquia ou Bulgária. A instalação pode colocar em operação parte de um escudo antimísseis no sul da Europa já no ano que vem. Ao mesmo tempo, os EUA trabalham com Israel e aliados no Golfo Pérsico para aumentar suas capacidades de defesa antimísseis.