segunda-feira, 12 de abril de 2010

RELATÓRIO DE CONFLITOS NO MUNDO...

ENTRA ANO, SAI ANO, E OS CONFLITOS INTERNACIONAIS CONTINUAM EM EVIDÊNCIA PELO MUNDO AFORA... E NESTE COMEÇO DE 2010, JÁ PODEMOS ILUSTRAR NESTA REPORTAGEM, A QUANTIDADE DE CONFLITOS PRESENTES NO MUNDO, DE TODOS OS TIPOS DE CAUSAS....
COMPARE OS ANOS E VERÁS QUE OS TIPOS E CONFLITOS ESTÃO EM UM LIGEIRO AUMENTO.
Enquanto a opinião pública volta suas atenções à ofensiva de Israel sobre a Faixa de Gaza, outros 344 conflitos armados continuam a castigar populações em todo o mundo. Segundo pesquisa feita pelo Instituto de Heidelberg, na Alemanha, entre os conflitos registrados no ano passado, nove são guerras. Em 2007, havia seis guerras em curso no mundo.
Além das guerras, há ainda 30 outros conflitos armados com uso massivo de violência. A pesquisa, chamada Barômetro dos Conflitos, foi finalizada no dia 30 de novembro, antes do fim do cessar-fogo na Faixa de Gaza. Ou seja, a guerra no Oriente Médio não está computada como tal no levantamento, já que vigorava à época uma trégua entre Israel e o Hamas.
O estudo é elaborado pelos pesquisadores do instituto desde 1997 e conta com a colaboração de informantes dos cinco continentes — Clique aqui para ler o relatório em inglês.
Os conflitos são classificados em cinco categorias. As nove guerras, as 30 graves crises e as 95 crises são classifcados como eventos violentos pelo instituto. Em contraponto, há ainda outros 211 conflitos não-violentos, sendo que 129 são manifestos e 82, latentes.

Em comparação com 2007, a situação geral não mudou muito: passou de 344 conflitos para 345. Apesar disso houve agravamento na violência, já que as guerras passaram de seis para nove e as crises graves de 26 para 30. Do total, 227 mantiveram o nível de intensidade de um ano para outro. “O mundo se tornou menos pacífico. Voltamos à situação de quatro ou cinco anos atrás”, afirma a professora Lotta Mayer, editora do Barômetro de Conflitos.
O estudo também mostra quais são os principais motivos dos conflitos armados. Em geral, as disputas acontecem por território, secessão, ideologia, poder nacional e internacional, predominância regional, recursos naturais, autonomia e descolonização.
O Oriente Médio e a África foram responsáveis por três guerras cada. Já na Ásia, houve duas guerras e na Europa, uma. Dessas, quatro já eram classificadas como guerras nos dois anos anteriores — Afeganistão (Talibã), Sudão (Darfur), Somália e Sri Lanka. “O conflito em Darfur é considerado como guerra pelo quinto ano consecutivo, o que indica o endurecimento e a perpetuação do uso massivo de violência”, afirma Mayer.
Quatro crises passaram para categoria de guerra no ano passado — Chade, as ações dos seguidores do clérigo Al SAdr no Iraque; a disputa entre grupos religiosos no Paquistão; e a rebelião dos curdos na Turquia.
Apenas a guerra entre Rússia e Geórgia, que estava em um estado de não-violência, subiu para o estado de guerra, em agosto. Já duas guerras de 2007 caíram para a classificação de crises graves — a resistência à ocupação estrangeira por grupos insurgentes no Iraque e a guerrilha Talibã no Paquistão.
“Existe uma contígua crise na zona entre Chade, Sudão, Etiópia, Somália, Quênia e República Democrática do Congo, onde um número altamente violento de conflitos e inúmeras crises são fatalmente interligados acrescentando a elas intensidade”, avalia Mayer. O agravamento da crise no Congo, por exemplo, que aconteceu em dezembro, não chegou a ser considerado como guerra.
Uma região que também preocupa é a que compreende a Índia e o Paquistão, paises que mantém uma antiga disputa em torno da posse da Caxemira. Mesmo não sendo considerada uma guerra, o conflito é de alta intensidade porque envolve duas potências militares, supostamente dotadas de armas nucleares.
“As tensões aumentaram ao longo da fronteira, na seqüência dos devastadores ataques terroristas em Mumbai, pois se verificou que os terroristas vieram do Paquistão”, afirma a editora do relatório.
Para o instituto, a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos gera uma esperança de que a principal força militar do mundo passe a recorrer mais à diplomacia do que às armas em suas intervenções internacionais. A estratégia de George Bush de pegar pesado na luta contra o terrorismo deixou marcas que devem perdurar por muito tempo na política externa norte-americana.
Com relação à América Latina, o conflito colombiano — entre o governo do país e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) — não é qualificado como guerra, e sim como crise grave. Outro conflito que afeta a região é o vivido pelo México na luta contra os cartéis do narcotráfico.
Em toda a América, o número de conflitos passou de 41 para 43. Dois terminaram e quatro surgiram — os índios Mapuche contra o governo do Chile, dois conflitos de oposição no Panamá e um no Peru.
O caso dos Mapuche tem interesse especial. Praticamente ignorado pela comunidade internacional, a crise irrompeu em janeiro do ano passado quando o estudante Vatrileo Quezada, de 22 anos, foi morto pela polícia chilena. O incidente gerou uma série de protestos pelo país. Em agosto do ano passado, uma bomba de fabricação caseira atribuída a um grupo Mapuche explodiu em frente à embaixada do Brasil em Santiago.
No Brasil, há apenas uma crise, segundo o instituto. O embate entre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Estado brasileiro , que acontece desde 1995, é considerado um conflito de intensidade manifesta.
FONTE:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FOCO 55: CABINDA: ENTRE CONGO E ANGOLA: PARTE DE ANGOLA.

MAPAS DE CABINDA: LOCALIZAÇÃO NO CONTINENTE AFRICANO
JÁ OUVIU FALAR DE CABINDA ? FOI LÁ QUE ACONJTECEU UM ATAQUE TERROTISTA CONTRA A SELEÇÃO DE FUTEBOL DO TOGO, EM JANEIRO PASSADO, QUE USOU O LOCAL PARA SE DESLOCAR EM DIREÇÃO A ANGOLA, ONDE OCORREU A COPA AFRICANA DE NAÇÕES. VÍTIMAS INOCENTES,... VIOLÊNCIA....

POR QUE? O QUE ELES QUEREM ?

LEIA O QUE ENCONTREI SOBRE O TEMA....

Cabinda é uma das 18 províncias da República de Angola, sendo um EXCLAVE limitado ao norte pela República do Congo, a leste e ao sul pela República Democrática do Congo e pelo Oceano Atlântico. A capital da província de Cabinda é a cidade de Cabinda, conhecida também com o nome de Tchiowa. Tem uma superfície de 7 283 km² e cerca de 265 000 habitantes. Os habitantes de Cabinda são conhecidos como Cabindas ou ainda por "fiotes". O dialeto falado é o Ibinda.
Cabinda, conhecida no passado como Congo Português, foi a parcela do antigo Reino do Congo atribuída a Portugal, por ocasião da Conferência de Berlim (1885), quando simultaneamente nasceram o Congo Belga (ex-Zaire e actual República Democrática do Congo) e o Congo Francês (ex-Congo Brazzaville e actual República do Congo). Na realidade, Cabinda originalmente era unida territorialmente a Angola, mas a Bélgica reivindicou uma saída para o Atlântico para o seu Congo Belga, o que foi concedido por Portugal através de um acordo, selando definitivamente a separação de Cabinda do restante de Angola.
Nas vésperas da referida Conferência, os príncipes e os notáveis de Cabinda assinaram o
Tratado de Simulambuco com Portugal, pelo qual o território de Cabinda passou a ser protectorado luso.
Em 1974, após a
Revolução do 25 de Abril em Portugal, interesses políticos levaram Cabinda a continuar integrada a Angola, com a qual não tem fronteiras comuns. Imediatamente após a independência angolana, a 11 de Novembro de 1975, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), reclamando o direito à independência do território devido às diferenças culturais e económicas e por historicamente não fazer parte do território de Angola, empreendeu luta de guerrilha visando a libertação.
História recente
Em
1 de Agosto de 2006, foi assinado um "Memorando de Entendimento para a Paz e a Reconciliação da Província de Cabinda", entre o Governo de Angola e o Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD). As delegações da negociação eram chefiadas da parte da República de Angola por Virgílio Fontes Pereira, ministro da Administração do território angolano e da parte das populações de Cabinda por General Doutor António Bento Bembe, ex. presidente da FLEC-Renovada ora FLEC-PLataforma, que por imperativos da fusão entre a sua organização política-militar com a FLEC-Fac (do Miguel Estanislau Boma), passou a ocupar os cargos de Secretário-geral, vice-presidente da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) e Presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) em representação das populações de Cabinda.
Desde a mencionada data, os efectivos da FLEC e das Demais Organizações sob autoridade do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) foram aquartelados e a
6 de Janeiro de 2007, numa cerimónia de mais alto nível realizada em Cabinda, alguns dos elementos das ex. militares da FLEC foram integrados e incorporados nas Forças Armadas Angolanas (FAA) e na Polícia Nacional. Dois dias depois todos aqueles elementos da FLEC e das demais organizações sob autoridade do Fórum que optaram pela vida activa começaram a sua formação académica conforme previsto nas cláusulas do acordo, no sentido de poderem desempenhar melhor os seus cargos e responsabilidades nacionais.
"Memorando de Entendimento para Paz e Reconciliação em Cabinda" inclui também o "Estatuto Especial para Cabinda".
Não obstante, a população de Cabinda que a princípio via o acordo como uma passo adiante no sentido de desenvolver a região, tem sentido que de prático o governo central e os ex-guerrilheiros agora no governo pouco tem contribuido, visto que apesar de responder por 80% da produção de petróleo do país, tais recursos escoam pelos ralos da corrupção e burocracia de Luanda e o desenvolvimento de Cabinda ainda é um sonho distante.
Bento Bembe é agora ministro sem pasta do governo central e tem propagado aos quatro cantos que não há guerra em Cabinda. De fato, a Flec - agora Frente de Libertação do Estado de Cabinda, com a liderança no exílio de Comandante Antonio Luis Lopes, tem pouco poder de combate depois da deserção e adesismo, mas mantem ataques contra forças do governo nas selvas e também contra instalações de empresas transnacionais terceirizadas a serviço de Luanda. É uma questão que tão cedo não terá fim dada a dependência de Angola do petróleo de Cabinda e também porque sem apoio externo dificilmente a guerrilha logrará êxito total. Para mostrar normalidade Cabinda foi escolhida como uma das sub-sedes da
Copa Africana de Nações de 2010. Mas, no período anterior, o FLEC disparou contra o autocarro que fazia o transporte da seleção do Togo, matando o motorista e ferindo dois jogadores.
Economia
O
petróleo extraído em Cabinda representa cerca de 70% do crude exportado por Angola, e corresponde a mais de 80% das exportações angolanas. Cabinda tornou-se assim o palco de múltiplos interesses internacionais, e, consequentemente, território que tem sido alvo de constantes violações dos Direitos Humanos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FELIZ PAZ EM 2010 PARA TODOS....

OLÁ GALERA... FORAM TANTOS CONFLITOS ESTUDADOS EM 2009, NÃO É MESMO ?
ESPERO QUE EM 2010 POSSAMOS ESTUDAR MENOS CONFLITOS, POIS ACREDITO QUE A PAZ É POSSÍVEL...

ENTÃO QUE EM 2010, A PAZ SEJA NOSSA MAIOR PREOCUPAÇÃO...

FELICIDADES,
PAZ,
SAÚDE E
MUITO ESTUDO...
BEIJOS...
FUI.....................


MANIFESTO VERDE PELA PAZ DA HUMANIDADE, DA NATUREZA E DO PLANETA TERRA

Paz em seu coração. Paz em sua vida. Paz em você. Paz em sua saúde. Paz em sua alma. Paz de espírito. Paz em seu coração. Paz em seus sonhos. Paz em seu pensamento. Paz em suas escolhas e decisões. Paz em seus projetos de vida. Paz em suas emoções. Paz em sua nova esperança. Paz em seu cotidiano. Paz em seus momentos de decepção e angústia. Paz em sua consciência. Paz em seus relacionamentos. Paz em sua família. Paz em seu amor. Paz em suas amizades. Paz em seu trabalho. Paz entre seus vizinhos. Paz em sua escola. Paz em suas práticas de lazer e esportes;

Paz em sua universidade. Paz em seu lazer. Paz em seus projetos sócio-educativos e ecológicos. Paz em seu conhecimento. Paz em sua profissão. Paz em seus grupos e associações. Paz em seus projetos e empreendimentos. Paz em suas realizações culturais e científicas. Paz em seus trabalhos individuais e coletivos. Paz em sua ecologia interior. Paz em sua crença religiosa. Paz em seu trabalho solidário a favor dos mais pobres e famintos de pão, moradia e saúde;

Paz em sua rua. Paz em seu bairro. Paz em sua região, setor urbano ou rural. Paz em sua cidade. Paz em seu estado. Paz em seu país. Paz em seu continente. Paz na América do Sul. Paz para a América Latina. Paz para todas as Américas. Paz para todas as nações do mundo. Paz para os continentes. Paz nas vilas e nas grandes metrópoles. Paz nas estradas. Paz em todos os meios de transporte. Paz para a liberdade do ir e vir de todo ser humano; Paz e liberdade para toda palavra que represente o bem, a verdade, a dignidade humana, a paz, a harmonia, o amor, a solidariedade, e amor universal;

Paz na política. Paz na ética. Paz para as populações. Paz nas nações e seus governos. Paz para o mundo em guerras. Paz para todas as religiões. Paz para todos os credos. Paz para todos os dogmas. Paz para toda fé. Paz para o exercício da cidadania. Paz para garantir os direitos humanos. Paz para todas as crianças, adolescentes, adultos e idosos. Paz para todas as raças, etnias, povos nômades, indígenas. Paz para os povos abandonados pela sociedade;

Paz na Terra. Paz no campo. Paz para a reforma agrária. Paz nas nos sistemas e organizações que contribuem com a educação e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Paz nas culturas. Paz nos ofícios. Paz para as expressões humanas éticas e solidárias. Paz na comunicação entre os homens. Paz para todas as ciências. Paz para as utopias. Paz para todos os projetos humanistas que trabalham em defesa da humanidade. Paz para os artistas, poetas, escritores e pensadores. Paz em todos os campos das artes e filosofias. Paz para as consciências que representam as grandes decisões sobre o mundo político. Paz para as manifestações a favor da justiça, liberdade e consciência;

Paz para o mundo. Paz para a natureza. Paz para todos os mundos existentes no Planeta. Paz para o meio ambiente. Paz para todas as políticas ecológicas e ambientais. Paz para a relação dos homens com a natureza. Paz para todas as águas do planeta, como os rios, mares, oceanos, rios, lagos, riachos, lagoas, cachoeiras, fios de água. Paz para os golfinhos, focas, orcas, baleias, botos e todos os animais da terra, do mar e do ar. Paz para todos os belos animais que são mortos com violência pelos homens. Paz nas montanhas, cordilheiras, florestas e matas. Paz para todos os seres vivos de todos os sistemas existentes na terra. Paz às nações, para que seja agendado o último dia da última guerra que ainda não tem prazo para terminar. Paz às gerações do futuro em 2050, 2100 e nos próximos séculos. Paz para toda a Humanidade hoje e de amanhã. Paz para o nosso Planeta Terra – lindo orbe que flutua no espaço azul do Sistema Solar, e pede socorro aos seus de 6, 6 bilhões de habitantes;

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

FOCO 23: SEPARATISMO DO POVO MAPUCHE, NO CHILE !

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, enviou ao Congresso na semana passada projeto que cria um ministério para assuntos indígenas e anunciou a distribuição de 10 mil hectares de terras aos mapuches, a principal etnia chilena.
A reportagem é de Flávia Marreiro e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 18-10-2009.
O governo também propôs uma reforma constitucional para reconhecer os indígenas, já que a Carta chilena é a única na região a não fazê-lo.
Mas nem as medidas nem o discurso da esquerdista moderada Bachelet, que defende um novo "pacto multicultural", são suficientes para dissipar a desconfiança dos mapuches.
Os anúncios ocorrem em meio a mais uma onda de protestos na região de Araucanía, no centro-sul, que concentra os mapuches da área rural. Segundo o censo de 2002, são 600 mil mapuches em todo o país, ou 4% da população; 27% vivem na periferia de Santiago.
Araucanía é palco de conflitos entre indígenas e responsáveis por projetos energéticos, de exploração mineira e florestal. Em agosto, a tensão recrudesceu após a morte do mapuche Jaime Mendoza, 24, por um policial, numa ação de reintegração de posse.
À comoção por Mendoza se juntou a ameaça do governo de voltar a invocar a lei antiterror contra quatro mapuches acusados de queimar um caminhão e de atacar um posto de pedágio.
Se isso ocorrer, será a primeira vez que, sob Bachelet, a norma, uma herança da ditadura, será aplicada. A lei prevê penas muito mais duras, além de proibir liberdade condicional, critica a ONU. "Fala-se de "incêndio terrorista", mas só se aplica aos mapuches. Quando estudantes lançam coquetéis molotov é desordem social", diz o analista Raúl Sohr. "Há quase uma atitude racista na aplicação."
Os mapuches exigem respeito à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que acaba de entrar em vigor no país e prevê consulta das comunidades antes da exploração de seus territórios. "O governo trata a questão pelo viés policial ou do talão de cheques. Só 5% das terras ancestrais estão conosco", critica o historiador mapuche Pablo Mariman.
No Chile, a principal política do governo é comprar terras e entregá-las aos indígenas. A maioria dos programas foca o engajamento das comunidades em empreendimentos produtivos públicos e privados.

domingo, 2 de agosto de 2009

FOCO 01 : QUESTÃO DO PAÍS BASCO

MADRI (Reuters) - Numerosas manifestações silenciosas em toda a Espanha condenaram na sexta-feira o mais recente atentado atribuído ao grupo separatista basco ETA, em Maiorca, onde foi celebrada uma missa de corpo presente pelos dois guardas civis assassinados na véspera.
O Parlamento nacional, o Parlamento catalão e numerosas prefeituras - inclusive as de Palma de Maiorca, local do atentado, Burgos e Pamplona, cidades natais dos agentes assassinados - fizeram cinco minutos de silêncio para condenar as mortes de Diego Salvá, de 27 anos, e Carlos Sáenz de Tejada, de 29.
O jipe onde eles estavam explodiu na localidade de Palmanova, município de Calvià, um dos mais turísticos de Maiorca, uma ilha do Mediterrâneo. Na véspera, o ETA havia tentado realizar um ataque contra um quartel da Guarda Civil em Burgos, a centenas de quilômetros de distância.
As ações coincidem com o 50o. aniversário da fundação do grupo armado ETA. "Junto à mais firme repulsa e condenação, queremos fazer chegar de coração nosso mais profundo pesar a seus familiares, amigos e colegas, assim como toda nossa solidariedade aos afetados", disse o rei Juan Carlos na ilha da Madeira (Portugal), onde está em visita oficial.
O presidente de governo (primeiro-ministro) espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o líder da oposição, Mariano Rajoy, compareceram ao velório no Palácio de la Almudaina, próximo à catedral de Palma, onde pouco depois ocorreu a missa, com a presença dos príncipes de Astúrias. Populares vaiaram políticos e deram vivas à Guarda Civil. Zapatero concedeu postumamente a Cruz de Ouro ao Mérito para os agentes assassinados.
"(Os assassinos) nos causaram um grande sofrimento pessoal para todos os cidadãos de bem, mas não conseguiram nem sequer roçar nossa firmeza, nem mesmo arranhar nossa determinação de acabar de uma vez por todas com o terrorismo", disse a vice-presidente de governo, María Teresa Fernández de la Vega.
As autoridades ainda não deram detalhes das investigações, mas na sexta-feira o Ministério do Interior divulgou um comunicado com as fotos de seis jovens procurados.
De la Vega disse que "as forças de segurança do Estado já seguem os passos" de dois indivíduos, os quais "já sabem, têm os dias contados". (Reportagem de Inmaculada Sanz)